CONSULTÓRIO VILA CLEMENTINO

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A doença de Parkinson (DP) é uma desordem neurológica crônica progressiva que gradualmente resulta em incapacidade com impacto considerável sobre o funcionamento psicossocial e qualidade de vida dos pacientes com DP. Durante os últimos anos, o implante do estimulador cerebral profundo (DBS) tem sido estabelecido como um tratamento cirúrgico seguro e eficaz para um grupo selecionado de pacientes com a doença de Parkinson (DP).

O DBS pode trazer uma redução marcada dos sintomas parkinsonianos e melhorias significativas na qualidade de vida de pacientes adequadamente selecionados. A identificação de pacientes que são os mais prováveis de se beneficiar do DBS é extremamente importante, sendo o primeiro passo para uma bem sucedida intervenção cirúrgica. Embora a cirurgia como opção terapêutica na DP tenha iniciado seu desenvolvimento ainda no começo do século XX, no final da década de 1960, com a introdução da levodopa, houve uma redução acentuada da opção cirúrgica como forma de tratamento da DP. Contudo, após alguns anos os problemas relacionados com o uso crônico da L-Dopa se tornaram evidentes. As flutuações motoras e discinesias se mostraram problemas de difícil controle em uma proporção significativa de indivíduos. Com isso, a partir do final das décadas de 1980 e nos anos 1990 houve um renascimento da neurocirurgia para a DP e novas técnicas começaram a surgir.

A técnica cirúrgica mais moderna e recente é a estimulação cerebral profunda, conhecida como DBS (Deep Brain Stimulation). As técnicas modernas de estereotaxia utilizam alvos guiados por imagens de ressonância magnética (RM), tomografia computadorizada (TC) e modernamente por fusão de imagens de TC e RM. Foi no início dos anos 1990, com os trabalhos de Benabid e Pollak, que a cirurgia de implante do DBS foi introduzida, trazendo novos rumos no tratamento neurocirúrgico da DP.

O sucesso da cirurgia é relacionado com a seleção do candidatos ao procedimento. Os objetivos da cirurgia são a redução da gravidade dos períodos off sem o efeito da medicação, aumento do tempo em on com efeito da medicação, redução das discinesias, caracterizadas pelos movimentos involuntários induzidos pela levodopa, supressão do tremor refratário, melhorar o desempenho das atividades de vida diária e qualidade de vida. A cirurgia é indicada para pacientes com pelo menos 5 anos do início da doença, com a medicação otimizada. A presença de alterações psiquiátricas e cognitivas, tais como demência, depressão grave e psicose aguda são critérios de exclusão ao tratamento cirúrgico na Doença de Parkinson. O neurologista após o tratamento cirúrgico realiza a programação do eletrodo através de um controle remoto conectado ao gerador do paciente. 

Sempre importante enfatizar que para realização da cirurgia é sempre necessário a presença de Neurologista com experiencia em Distúrbios do Movimento e com treinamento em programação de Deep Brain Stimulation. 

 

 

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